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As vertentes do feminismo

O feminismo tem ganhado voz e alcançado as mais diversas esferas sociais. Por isso, surgem diversas vertentes a fim de adaptar a prática feminista à realidade em que os indivíduos estão inseridos. Essa multiplicidade de vozes gera debates que engrandecem o movimento. Com qual você se identifica?

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As vertentes do feminismo

Falar em feminismo, implica em debate! Sabia que nem todo feminismo é igual? Existem diversas vertentes que encaram o movimento de diferentes formas. Cada vertente avalia a origem do machismo e da opressão à mulher de forma distinta e, por consequência, aborda diferentes propostas para a prática do feminismo. Algumas pautas são comuns a todas as vertentes, como o fim da violência doméstica, o respeito à mulher, o fim da violência sexual, porém a práxis e os debates variam.

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Prática

O movimento feminista, no geral, busca equidade de direitos entre homens e mulheres, o respeito e o fim à violência. Entretanto, cada vertente acredita que há uma forma melhor de lutar e colocar suas ideias em prática. Qual vertente te agrada mais?

Respeito

Para algumas pessoas, muitas vertentes apresentam contradições inadmissíveis, como a ideia de existir um feminismo cristão. Para outras, entretanto, essas propostas são justamente a alternativa para conciliar ideias e ações. Essa é a prova concreta de que dá para discordar de certas pautas e ainda assim lutar pelo que acreditamos. O respeito é a base de todo diálogo.

Feminismo liberal

Este feminismo é considerado o movimento que iniciou o feminismo, começando com a luta das mulheres brancas pelo direito ao voto no século XIX e ganhando ainda mais força nos anos 1960. O termo liberal está relacionado ao liberalismo e é, portanto, um movimento capitalista. O feminismo liberal vê as leis políticas como fator responsável pela opressão às mulheres. Por isso, a proposta é mudar as leis e garantir a inserção da mulher de forma igualitária dentro do sistema capitalista, por meio de alianças e mediações entres as classes sociais.

Feminismo interseccional

Este feminismo muitas vezes é considerado uma ferramenta de análise, e não uma vertente. É uma abordagem que busca interseccionar diversas pautas feministas de acordo com as necessidades de gênero, classe e raça. Dentro do feminismo interseccional são abordadas questões do feminismo lésbico, feminismo trans, feminismo negro, ecofeminismo, anarcofeminismo e feminismo cristão, entre outras vertentes.

Feminismo radical

A palavra radical é comumente associada ao extremismo. Entretanto, o termo feminismo radical remete à raiz do problema da opressão à mulher. No feminismo radical, considera-se que a raiz do machismo está na performance exercida por meio da distinção de gêneros e, portanto, propõe a abolição do gênero como solução para o fim do patriarcado. Dentro dessa análise, esse feminismo considera que ser mulher é apenas uma definição biológica, e por isso, muitas vezes, é tido como transexcludente. Assim, a diferença entre homens e mulheres é marcada socialmente por meio da distinção de gênero. O feminismo radical não é transfóbico, mas muitas vezes é encarado dessa forma por não combater a estereotipação de gênero e a performance do que é considerado feminino.

Feminismo negro

Este feminismo ganha força junto com o movimento negro, pensando a opressão de gênero junto com o racismo. No momento em que as mulheres brancas lutavam pelo direito de trabalhar, as mulheres negras eram exploradas e trabalhavam desde a infância. Enquanto mulheres brancas lutavam por direito ao voto, as necessidades e opressões sofridas por mulheres negras nem sequer eram debatidas. O feminismo negro busca levar em conta os diversos níveis de opressão sofridos pela mulher negra.

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Feminismo marxista

Essa vertente avalia a questão feminista por meio do materialismo histórico e relacionada à opressão de gêneros com a sociedade burguesa e a noção de propriedade privada. Dessa forma, a organização estrutural da economia no mundo do trabalho seria responsável também pela hierarquização dos gêneros que coloca a mulher como propriedade privada do homem. Abolir o monopólio dos meios de produção e transformar a divisão sexual do trabalho seriam formas de combater a opressão de gênero.

Transfeminismo

O transfeminismo surgiu como uma vertente adaptada às necessidades da comunidade transfeminina, em vista dos problemas enfrentados por mulheres trans como a marginalização, discriminação, violência entre outros abusos. As pautas transfeministas também são abordadas dentro do feminismo interseccional, por isso alguns grupos não consideram o transfeminismo uma vertente. Entretanto, no transfeminismo, o foco são as necessidades da mulher trans dentro da sociedade.

Feminismo lésbico

O feminismo lésbico como vertente é uma visão da pensadora Adrienne Rich, que vê o lesbianismo como ato político em combate à heterossexualidade compulsória que é imposta socialmente às mulheres em uma relação hierárquica e opressora.

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