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12 Curiosidades sobre Leonardo da Vinci

Aclamado como um dos pais de muitas das invenções que conhecemos hoje, alguns fatos da vida de da Vinci ainda são desconhecidos. Descubra a vida do gênio das artes.

15/04/1452 02/05/1519

Filho fora do casamento

Da Vinci nasceu em 1452 perto de Vinci, no que é hoje a região italiana da Toscana. Segundo consta, o seu pai era um notário e dono de terras chamado Messer Piero Fruosino di Antonio da Vinci. Acredita-se que sua mãe, Caterina, teria sido uma camponesa local. No entanto, alguns especialistas acreditam que Caterina era, na verdade, uma escrava de Messer Piero.
Os pais de Da Vinci nunca se casaram entre si. O jovem da Vinci viveu com sua mãe até os 5 anos de idade e mais tarde mudou-se para a casa de seu pai, que havia se casado com outra mulher.
Os diários do artista mostram que ele manteve um relacionamento um pouco distante com sua mãe ao longo de sua vida adulta, trocando cartas com ela apenas exporadicamente. Seus escritos sugerem uma conexão mais próxima com seu pai, cuja morte da Vinci lamentou profundamente.

Educado em casa

Ao contrário de outros artistas renascentistas bem conhecidos, da Vinci nunca recebeu qualquer tipo de educação formal. Ele, no entanto, recebeu instrução em casa em assuntos como leitura, escrita e matemática.

Crescendo na Toscana rural, da Vinci passou muito de seu tempo ao ar livre, onde ficou maravilhado com o mundo natural. Seus diários indicam que ele tinha um interesse especial nas propriedades da água, bem como nos movimentos de aves de rapina. Na verdade, o artista registrou que sua primeira lembrança foi de um sonho em que uma ave de rapina pousou no seu rosto e pressionou as penas de sua cauda entre seus lábios.
Não foi até a sua adolescência que o artista foi enviado a Florença para servir como um aprendiz de Andrea del Verrocchio, um proeminente pintor florentino – e não demorou muito para que o aluno se tornasse o mestre. Há rumores de que, depois que da Vinci pintou um dos anjos da obra de Verrocchio “O Batismo de Cristo,” o artista muito mais experiente foi tão humilhado pelo talento do jovem que jurou nunca mais pintar novamente.

Prisão

Quando da Vinci tinha 24 anos, foi preso juntamente com vários companheiros do sexo masculino sob a acusação de sodomia. Quando nenhuma testemunha se apresentou para falar contra o artista e seus amigos, as acusações foram retiradas. Porém, os diários de da Vinci sugerem que as alegações foram um tanto devastadoras para um homem que gostava de preservar sua vida privada.

Da Vinci também pode ter ficado com medo por sua vida. Na Florença do século XV, a sodomia era um crime punível com a morte. Não muito tempo depois de seu caso ter sido arquivado, o artista partiu de Florença para Milão.

Diário de da Vinci

Em cerca de 6 mil páginas manuscritas que permaneceram inéditas até a sua morte, há a mais fantástica coleção de invenções e soluções de engenharia já imaginadas por um único homem: esboços de helicópteros, submarinos, para-quedas, veículos e embarcações automotoras, máquinas voadoras, projetos minuciosos de tornos, máquinas perfuratrizes, turbinas, teares, máquinas hidráulicas para limpeza e dragagem de canais, canhões, metralhadoras, espingardas, bombas, carros de combate, pontes móveis.

Militante

Depois de abandonar seus patronos em Florença para começar de novo em Milão, da Vinci precisava angariar novos negócios. Sua estratégia foi congraçar-se para Ludovico Sforza, duque de Milão.
Sob Sforza, da Vinci foi contratado para criar o que teria sido o coroamento de sua carreira artística: uma estátua de bronze gigante de um cavalo. O projeto foi abandonado quando a França invadiu a Itália, na virada do século XV.
Entretanto, da Vinci tinha planejado mais para o Duque de Milão do que apenas um cavalo de batalha gigante. Após a oferecer-se para a Casa de Sforza, ele apresentou seus planos para a construção de numerosos “dispositivos de guerra”. Os cadernos de desenho de da Vinci incluem planos para canhões, máquinas de fumaça, pontes portáteis e até mesmo veículos blindados.
Como sua máquina voadora, no entanto, não há nenhuma evidência de que qualquer uma dessas máquinas de guerra foram construídas.

Muitas de suas obras estão inacabadas

Da Vinci foi um pintor notoriamente lento e muitas de suas obras nunca foram terminadas. Além de abrigar o famoso (e finalizado) “Mona Lisa”, o Louvre, em Paris, é o lar de “A Virgem e o Menino com Santa Ana”, uma pintura inacabada que descreve a Virgem Maria, o bebê Jesus e mãe de Maria, Santa Ana.

Pendurado em um dos Museus do Vaticano está “São Jerônimo no Deserto”, outra pintura inacabada de da Vinci – este retratando o hermitão São Jerônimo e seu companheiro, um leão domado.
Talvez a mais intrigante de suas obras inacabadas seja “A Adoração dos Reis Magos”, que supostamente tem uma descrição do próprio jovem artista. A pintura, deixada incompleta em 1481, está na Galeria Uffizi, em Florença, na Itália, desde 1670.

Além dessas pinturas, da Vinci deixou para trás muitas invenções inacabadas. Na verdade, não há nenhuma evidência de que qualquer das invenções do artista tenham sido construídas. Da mesma forma, nenhum de seus escritos foram publicados durante sua vida.

Primeira bicicleta

Muitos anos depois de sua morte, foi descoberto o projeto de uma bicicleta muitíssimo superior, em termos de solução de engenharia, às primeiras que seriam fabricadas por volta de 1817. O sistema proposto por Leonardo tinha o pedal ligado a uma roda dentada, que transmitia força à roda traseira por meio de uma correia. A ideia seria adotada no começo do século XX. Sua bicicleta jamais foi construída em seu tempo. O mesmo aconteceu com todos os seus outros inventos, avançados demais para as possibilidades técnicas da época.