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Andreas Kisser

Um dos guitarristas de maior renome no Brasil, Andreas Kisser há 30 anos leva o heavy metal pelo mundo junto com o Sepultura. Aprecie algumas frases dele aqui.

24/08/1968
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Para o Sepultura, a internet é mais herói ou vilão?

Andreas Kisser

Acho que mais ajuda do que atrapalha. Pelo menos acabou com o monopólio das gravadoras que faziam o que queriam com a música, isso foi muito positivo, mais democrático e um pouco mais justo. Não dependemos mais somente de um banco (gravadora) financiando os projetos, temos mais liberdade de fazer as coisas com as novas tecnologias que chegaram.

Relação com Max Cavalera

Andreas Kisser

Eu não tenho mais relacionamento com o Max desde que ele saiu da banda. Foi uma coisa mais da parte dele de virar as costas e sair fora do jeito que ele saiu, né? Levou empresário, levou tudo, toda a estrutura que a banda levou dez anos pra construir.

Evolução

Andreas Kisser

Em todos os discos tivemos uma evolução, acho que é uma coisa natural, acho que quando você faz alguma coisa nova, diferente, você naturalmente está evoluindo.

Mais que um sonho

Andreas Kisser

Substituir o Scott Ian no Big Four foi sem dúvida muito mais que um sonho. Fiquei lisonjeado, feliz, honrado, privilegiado. De tanto músico no mundo o cara ligar pro Brasil e falar comigo; foi uma coisa inesperada e fantástica.

Importância dos Beatles na carreira

Andreas Kisser

Acho que um disco deles muito especial é o “Help!”. Era um disco que fazia parte da coleção da minha mãe. Mas ela tinha Beatles, Bee Gees, Clara Nunes, Martinho da Vila, Elis Regina - tinha de tudo ali. Meu pai ouvia muito sertanejo, como Tonico e Tinoco e Sérgio Reis. Meus avós tinham discos de música clássica. Mas eu lembro muito desse “Help!” que minha mãe tinha na coleção. Eu escutava direto, foi o disco dos Beatles que eu mais escutei e que mais conheço. Então eu tenho uma relação muito legal e especial de criança com ele.

Se comparações do Sepultura de hoje e antigamente incomodam

Andreas Kisser

Não é que incomoda. É uma coisa com a qual eu tenho que conviver pra sempre, e eu respeito qualquer opinião. Lógico que eu não vou concordar com todas, mas se você tem um cérebro e uma boca, tem que falar. As pessoas dizem "Eu queria ver isso, eu queria ver aquilo" – você pode esperar o que você quiser. Tem gente que ainda está esperando ver Jesus voltar.

Como foi tocar com o Kreator no Rock in Rio

Andreas Kisser

Kreator é uma das grandes bandas que me influenciou no começo da carreira, e o Mille é um grande camarada, curte muito o Sepultura também e foi a primeira vez que eu tive essa oportunidade de tocar com eles. Foi fantástico! Os caras também estão em um momento muito bom. É absurdo como os caras estão energéticos.

Ainda mais aquele palco do Rock In Rio que mistura músicos de estilos diferentes. O show do Sepultura com o Les Tambours Du Bronx, que a gente fez ano passado, deu muito certo e rendeu vários frutos, não só no Rock In Rio de Lisboa, mas também no Wacken Open Air (Alemanha) e em setembro do ano que vem, que a gente vai fazer o Rock In Rio no Rio de Janeiro e gravar o DVD.

Momento mais marcante com parcerias

Andreas Kisser

Quando fiz parte do Anthrax por duas semanas. Toquei com o Big Four [Metallica, Megadeath, Slayer e Anthrax] e foram shows grandiosos. No final, o Metallica chamava todo mundo no palco para fazer uma jam, e eu participei dela. Foi um momento muito foda, de representar o Brasil no Big Four, substituir o Scott Ian, que é a cara do Anthrax. Essa oportunidade de tocar com meus ídolos, meus mestres, que me ensinaram a tocar guitarra do jeito que eu toco - pelas composições, pelos discos - realmente foi algo muito especial.

O que acha do momento atual da música

Andreas Kisser

No Brasil é sempre fértil, mas infelizmente agora o que a mídia quer são os Telós e os Sertanejos Universitários e se esquecem dos outros ritmos. O momento é triste, mas o underground ainda é forte e sempre aparece algo novo que pode mostrar um caminho diferente.

O que acha de tocar mais vezes fora do Brasil

Andreas Kisser

Acho normal, afinal tocamos muito mais fora do Brasil do que aqui. Porém, estamos tocando mais pelo País e isso tem mudado nos últimos anos. Sinto que o Sepultura tem um respeito muito grande por parte de todos, mesmo aqueles que não conhecem muito a nossa música. Existe ainda muito preconceito com o metal no Brasil. Sofremos ainda para mostrar que a nossa música é um estilo mundialmente popular e que é pacífico e organizado.