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Lima Duarte

Muitas novelas e filmes podem ser incluídos no currículo de Lima Duarte. O ator acompanhou e modificou a televisão brasileira junto com gerações e gerações. Conheça um pouco de sua personalidade.

29/03/1930

Dublagem

Lima Duarte

Apesar de o gato Manda-Chuva ter sido o mais conhecido e adorado, sempre gostei de fazer o cachorro Dum-Dum. Eu o achava bem amoroso e muito fiel à Tartaruga Touché. Havia algo de muito humano nesse cachorro, com sua simplicidade e fidelidade com os outros e com o mundo a sua volta. Adorava fazer a voz dele. O gato Manda-Chuva era um espertalhão que vivia passando o Guarda Belo para trás, por isso muitos gostavam dele, de sua esperteza, de sua ironia. Mas o cachorro Dum-Dum era mais gostoso de fazer, mais terno, um cachorro mais humano do que muita gente por aí.

Presente

Lima Duarte

Nunca fui um pai presente, nem um avô presente; acho que com minha neta Laura, filha da Júlia, fui mais presente. Em relação aos meus bisnetos, acho que pequei da mesma forma. Eu sou muito delirante e tive uma infância muito rica com meus pais e meus avós. Não me esqueço da relação do meu pai com a mãe dele, que era bugra. Eles ficavam pelos cantos conversando e ninguém podia chegar perto. Eles se reuniam no quintal debaixo de uma árvore e minha avó repartia uma laranja com ele e, juntos, ficavam conversando num linguajar que só eles entendiam.

Cinema nacional

Lima Duarte

Sei que o cinema nacional ainda é pouco visto por nós e sempre me considerei um ator de televisão, veículo que tenho, acho, um certo domínio, pois estou nele desde que ele foi fundado em 18 de setembro de 1950 e de onde nunca saí. Mas tenho grande admiração pelo cinema, tenho lembranças muitos bonitas de filmes que assisti na infância e na juventude e adoro a sétima arte. Fiz alguns filmes que acreditei que valiam a pena, muitos não foram do jeito que pensei, mas não me arrependo de tê-los feito.

Sermão

Lima Duarte

Tem um sermão, do 4º Domingo, do Vieira, que diz o seguinte: “A mim a imagem dos meus pecados me comove muito mais que essa imagem do Cristo crucificado. Diante dessa imagem do Cristo crucificado, sou levado a ensoberbecer-me por ver o preço pelo qual Deus me comprou, diante da imagem dos meus pecados é que eu me apequeno por ver o preço pelo qual eu me vendi. Por ver que Deus me compra com todo o seu sangue, eu sou levado a pensar que eu sou muito, que eu valho muito. Mas quando noto que eu me vendo pelos nadas do mundo, aí eu vejo que sou nada. Eu valho nada”. Isso é muito bonito, muito profundo, muito humano.