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Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga é um dos maiores nomes da música popular brasileira. Com sua sanfona, zabumba e triângulo, deixou um legado imenso para a música nacional. Confira algumas frases, trechos de música e curiosidades do Rei do Baião.

13/12/1912 02/08/1989
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Cantador Pobre

Luiz Gonzaga

Eu como cantador pobre, sabia que a cidade grande não ia me dar oportunidade, então eu gravava meus discos e ia procurar o meu público lá nos matos. Nos estados longínquos. Esse povo vinha me ouvir e as praças ficavam cheias. Eu arranjava patrocinadores no local e, às vezes, levava patrocinador do sul que tinha pretensões no Nordeste. Me davam cartazes. Eu cantava na praça pública, nos coretos, nos circos e até nos quartéis. Eu chegava nas cidades do interior com os meus discos, cantava na praça pública, vendia o meu peixe. Foi sempre no Nordeste que eu me arrumei.

Olha Pro Céu

Luiz Gonzaga

Olha pro céu, meu amor vê como ele está lindo, olha praquele balão multicor como no céu vai sumindo. Foi numa noite, igual a esta que tu me deste o coração, o céu estava, assim em festa pois era noite de São João. Havia balões no ar, xote, baião no salão e no terreiro o teu olhar, que incendiou meu coração!

Eu tinha a música

Luiz Gonzaga

Eu queria cantar o Nordeste. Eu tinha a música, tinha o tema. O que eu não sabia era continuar. Eu precisava de um poeta para escrever aquilo que eu tinha na cabeça, de um homem culto para ensinar as coisas que eu não sabia. Eu sempre fui um bom ouvidor. Cheguei até a enganar que era culto!

Criei Tanta Coisa

Luiz Gonzaga

Eu criei tanta coisa que, hoje, sabendo de todos o sanfoneiros parados que tem por aí, eu devo deixar o meu lugar. Porque não sou mais sanfoneiro nem cantor, porque sou simplesmente Luiz Gonzaga, um velho com gogó bom. Não ganho dinheiro mais como sanfoneiro, ganho como Luiz Gonzaga.

O ritmo

Luiz Gonzaga

O ritmo que o cantador aplicava à viola, a introdução que era feita para entrar na cantoria, chamava-se baião, e eu achava aquela mistura ritmo-melódica interessante. E começamos a desenvolver nossos temas, eu achei que o baião era a pedida certa.

Quando faço um protesto...

Luiz Gonzaga

Não é preciso que a gente fale em miséria, em morrer de fome. Eu sempre tive o cuidado de evitar essas coisas. É preciso que a gente fale do povo exaltando o seu espírito, contando como ele vive nas horas de lazer, nas festas, nas alegrias e nas tristezas. Quando faço um protesto, chamo a atenção das autoridades para os problemas, para o descaso do poder público, mas quando falo do povo nordestino não posso deixar de dizer que ele é alegre, espirituoso, brincalhão. Eu sempre procurei exaltar o matuto, o caboclo nordestino, pelo seu lado heroico. Nunca usei a miséria desvinculada da alegria.

Gostaria que lembrassem muito de mim

Luiz Gonzaga

Gostaria que lembrassem que sou filho de Januário e Dona Santana. Gostaria que lembrassem muito de mim; que esse sanfoneiro amou muito seu povo, o Sertão. Decantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes. Decantou os valentes, os covardes e também o amor.

Quero ser lembrado

Luiz Gonzaga

Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão,que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor.

Tanta coisa nesse mundo

Luiz Gonzaga

Tenho visto tanta coisa nesse mundo de meu Deus, coisas que prum cearense não existe explicação. Qualquer pinguinho de chuva fazer uma inundação, moça se vestir de cobra e dizer que é distração. Vocês cá da capital me desculpe esta expressão. No Ceará não tem disso não.