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Mariana Lima

Uma das atrizes mais intensas do teatro e da televisão, Mariana Lima já viveu muitas experiências, histórias e fala sobre tudo sem papas na língua! Conheça melhor esta atriz maravilhosa e cheia de talento!

17/09/1972
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Beleza da mulher

Mariana Lima

A minha referência de mulher bonita tem mais a ver com aquela que se cuida sem apagar sua idade do que quem fica sistematicamente escondendo a realidade. Bonito é ser natural, é a mulher ter um corpo de verdade.

Louca do bem

Mariana Lima

Tive que me conter para caber na sociedade, porque tenho essa coisa selvagem... sei lá o que é isso. Mas sou uma louca do bem. Sempre fui doce, não sou agressiva. Quando bebo, fico só alegre. Sou manteiga derretida. E também sou calma. Acho que consegui organizar essa energia para os momentos em que preciso dela, como quando estou em cena.

Partos das filhas

Mariana Lima

Os dois foram normais, incríveis. No primeiro, achei que estava anestesiada demais. No segundo, queria tão pouca anestesia que na hora estava sem nenhuma. E é uma dor alucinante. Uma coisa que não dá pra descrever. Mas é maravilhosa, porque ela acaba de vez e sai uma criança de dentro de você. O grande orgasmo da mulher é o parto normal. Da última vez que pari, chorei muito porque pensei: "É a última vez que estou fazendo isso".

Drogas

Mariana Lima

Todas possíveis e imagináveis, menos heroína, crack, MDMA [substância presente no ecstasy]. Também não era que toda semana a gente tomava um ácido ou cheirava cocaína. Mas era um momento de experimentar várias coisas. Viagens para fazenda e chás de cogumelo. Teve outra fase em que tomava Daime com um grupo de teatro. Pobre da minha mãe, dei muito trabalho dos 16 aos 26 anos.

Outras pessoas

Mariana Lima

Dizer que não existe paixão por outras pessoas é a maior mentira que um ser humano pode dizer a si mesmo. Enquanto a gente estiver vivo e sexualmente ativo, vai se interessar por outras pessoas.

 

Apocalipse 1,11

Mariana Lima

Em Apocalipse 1,11, foi um mergulho mais profundo. Tive que entrar como atriz e como pesquisadora do submundo, da prostituição. Eu ia para a rua, passava a noite na delegacia ou no puteiro, dava aula no Carandiru para os presos. Era um mundo muito diferente do meu. E a gente se misturou ali mais do que talvez pudesse se defender. Comecei a ficar meio doente.

O mais precioso

Mariana Lima

Perder o mais precioso, que é sair na rua e olhar a vida, porque os outros estão te olhando é uma tristeza. Gosto de pegar ônibus, faço supermercado, açougue, saio para dançar. Claro que de certa forma topei isso, meu trabalho é público e acho incrível que muita gente veja e me reconheça. Mas quer coisa mais desagradável do que os outros olhando se você é alta, magra, gorda, se está com seu marido, com seus amigos, quem é aquele...?

Corrida

Mariana Lima

Meu corpo precisa de ação. Outra coisa que sempre me ajudou foi a dança. Já fiz kung fu, aikido, ioga. Agora corro. Gosto muito de ler, mas, se ficar em casa só lendo, em uma semana estou doente mental. A intensidade é salva pela exaustão.

Depressão pós-parto

Mariana Lima

Acho que toda mulher tem em algum nível. Porque você perde uma quantidade de enzimas e hormônios que estavam te deixando num estado de absoluta transcendência. Aí você fica triste e deprimida. E, ao mesmo tempo, é um luto. Porque você deixa de ser a pessoa que era até ali e pra sempre agora vai ser uma mãe. É um excesso de responsabilidade.

Rio de Janeiro x São Paulo

Mariana Lima

As pessoas no Rio têm o hábito, que hoje compartilho, de se reunir nas piscinas das casas, então você fica lá bebendo, as crianças brincando. Pensava: "Vou ficar o dia inteiro de biquíni na piscina das pessoas?". Mas foi ficando interessante, porque São Paulo tem um lado estafante, cansativo, workaholic, de que já estava cansada.

Melina, irmã com síndrome de Down

Mariana Lima

Lidar com o preconceito de pessoas que ficavam olhando quando passávamos na rua. Nós odiávamos. Quando alguém perguntava qual era o "problema" dela, minha mãe ficava puta da vida e eu também. "Não tem problema nenhum." A gente considera que ela tem algo a mais, e não a menos. E a gente teve que correr atrás para entender e se adequar a um crescimento diferente. Você desenvolve a disposição para aceitar o outro. E as crianças com Down são muito amorosas, gostosas de conviver, a gente considera a Mel um presente. Agora estamos contentes porque ela acabou de virar bailarina profissional.

Relações com mulheres

Mariana Lima

Já tive beijinhos, abraços e carinhos sem ter fim, mas nunca tive uma relação homossexual assumida ou uma namorada. Mas acho mulheres tão incríveis quanto homens. Isso não quer dizer que eu seja gay. Não vislumbro a possibilidade de namorar uma mulher.

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