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Reginaldo Faria

Com quase sessenta anos de carreira, Reginaldo Faria é um dos atores mais respeitados e consagrados da dramaturgia brasileira. Aprecie suas melhores frases aqui.

11/06/1937
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Sobre o êxito com a novela 'Vale Tudo'

Reginaldo Faria

Tinha muito medo. Cada câmera era como se fosse um take. Então, tinha que representar para todas. Só que dentro disso tudo você falava um texto só, que era gigantesco. A possibilidade do ator se encontrar nisso era mínima. Eu entrava em pânico! Foi uma novela que questionou bastante política e socialmente a situação em que o país estava. Ficou para a história a cena. Gilberto [Braga] acertou na mosca. Maravilhoso!

Cultura brasileira

Reginaldo Faria

A nossa cultura está se esvaindo, está indo para o bueiro. Na música popular, o refrão é mais importante do que a letra. Hoje você fica vendo um monte de besteira porque as pessoas não têm imaginação nenhuma, não têm criatividade. Você vai se perdendo dentro desse esvaziamento cultural, inclusive no cinema brasileiro.

Inteligência e sensibilidade da plateia

Reginaldo Faria

Não se pode subestimar a inteligência e a sensibilidade da plateia. Não acredito que as pessoas estejam se afastando tão radicalmente do que é mais humano. Quanto mais você tocar no assunto, mais sensibiliza as pessoas. O que a gente tem de fazer é atrair as pessoas para isso. Como? Fazendo um filme como eu fiz. (Sobre o filme 'O Carteiro')

Mais velho, maduro e experiente

Reginaldo Faria

Estou mais velho, maduro, experiente, mas ao mesmo tempo temeroso. Não sei até que ponto é o nível de exigência em torno disso [de tanto tempo sem dirigir], da expectativa dos outros. Podem estar esperando de mim uma coisa preciosa, maravilhosa, e eu não corresponder. Mas a minha expectativa era a de fazer e amar fazer. Isso aconteceu.

Partiram para a sacanagem

Reginaldo Faria

Esses diretores queriam sucesso, ganhar dinheiro em cima do tipo de filme que fiz. Mas partiram para a sacanagem. Quero que quem diz que eu sou o 'pai da pornochanchada' vá para a p... que pariu! Não entenderam meu filme. Nem tirar a roupa na hora do sexo meus personagens tiravam...!

Problemas de saúde

Reginaldo Faria

Quando estava em Força de Um Desejo (1999), atravessei uma fase muito difícil. Comecei fazendo um cateterismo. Cinco anos depois, tive que me submeter a outro, mas, por erro médico, romperam minha coronária. Fiquei 20 dias em coma. Fiz uma viagem onírica ou, realmente, fui parar em outro tipo de dimensão. Foi um troço incrível. Quando sai do hospital não tinha massa muscular, pesava 60 quilos. Não conseguia escrever nem falar. Foi um período de grande aprendizado, de grande necessidade de lutar pela vida. Deus me fez compreender uma série de coisas que eu não entendia, até mesmo pela minha própria arrogância. Aprendi a reconceituar a minha vida. Antes, era capaz de brigar por qualquer coisa. Isso me fez sentir melhor o que é a vida. Emociona estar vivo, que é muito mais importante.

 

Primeiro trabalho como ator em 1958 "No Mundo da Lua"

Reginaldo Faria

Os primeiros olhares se voltaram para mim. E eu louco para fazer, evidente. O Roberto me trancou no apartamento dele por uma semana fazendo testes todos os dias. Tinha vontade de dar um soco nele, exigia demasiadamente de mim. Mas ele foi meu verdadeiro aprendizado, quem deu verdadeiramente o primeiro impulso. Somos muito unidos, desde pequenos, época em que ajudávamos no açougue do meu pai, em Nova Friburgo. Nos protegemos muito, porque tem a paixão vinda do espírito dele no trabalho e na luta, e há a pelo cinema, que também nos une.

Como se sente recebendo indicações para festivais de cinema?

Reginaldo Faria

Em cada filme que realizo estou sempre no caminho do aprendizado. Por isso, me toca o coração receber a notícia de ser selecionado para festivais. Inevitavelmente mergulho no sentimento da primeira vez, do primeiro contato com a obra, com o trabalho em si; o sentimento de quem não sabe nada e também não sabe porquê está no meio de tantos artistas talentosos.

Papéis marcantes

Reginaldo Faria

Não dá para eleger um papel que tenha sido o mais especial. Fui reconhecido em vários países pelo trabalho que fiz na Globo. Uma vez, nos Estados Unidos, quando o funcionário da imigração checou meu passaporte, me chamou de Leônidas Ferraz

Sobre a novela Vale Tudo em 1988

Reginaldo Faria

Todo mundo quando assiste novela espera uma história água com açúcar, mas Vale Tudo não era nada cor-de-rosa. Como um empresário foge do país, roubando milhões de dólares, participa de um assassinato e sai impune?
Aquela "banana" que o Marco Aurélio dá no último capítulo, ao fugir, era a vontade de muito brasileiro! Vivíamos um regime decepcionante, com inflação de 20%, 30% ao mês. Ele foi uma ferramenta para eu dar a minha contribuição social.

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