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Yoná Magalhães

Como a maioria dos grandes artistas de sua geração, Yoná começou na TV Tupi. Em 1964 estrelou o aclamado "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha. A atriz faleceu aos 80 anos, deixando um legado de grandes atuações.

07/08/1935 20/10/2015
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Vaidade

Yoná Magalhães

Sou vaidosa e fico feliz quando ouço as pessoas me elogiando, claro. Mas, antes de tudo, me preocupo com a saúde. A estética nada mais é que a consequência disso. Acredito que, quando se tem saúde, você fica bem disposta, alegre, com a fisionomia e a pele boas.

Loira

Yoná Magalhães

O Daniel Filho era implicante comigo. Na época de Uma Rosa com Amor, ele disse que me queria loira, pedi para continuar morena, mas ele quis, dizia: a Naira é loira, loira.

Eu tive que fazer. E vendo as fotos hoje acho bonita. O Daniel tinha um décimo de razão, tinha que pintar para ficar mais bonita.

Deus e o Diabo

Yoná Magalhães, sobre seu primeiro papel de destaque

Deus e o Diabo na Terra do Sol foi um marco no cinema brasileiro e, creio, um marco na carreira de todos que tiveram a felicidade de participar. Glauber Rocha, na época, era um jovem de mais ou menos 20 anos, um gênio que ficaria conhecido e respeitado no mundo inteiro.

Eu estava morando em Salvador, recém-casada com Luiz Augusto Mendes da Costa, um dos produtores do filme. Por essa razão, tive a sorte de interpretar a Rosa. Sim, meu marido forçou minha participação no filme.

Creio que Glauber teria outra atriz em mente, porém se viu levado a me aceitar, cofiando mais em sua habilidade como diretor do que em meu talento. E ele estava certo: criou a Rosa e conseguiu fazer com que uma atriz iniciante, apesar de já ser profissional, realizasse uma grande performance.

O fato de ter ficado em Monte Santo (BA) durante quase um mês, antes de iniciar minha parte na história, deu-me a oportunidade de vivenciar o cotidiano dos que moravam lá e aqueles que vinham da caatinga buscar ajuda na Igreja, que recebia alimentos para serem distribuídos aos mais carentes.

Começávamos a subir o Monte para filmar ainda de madrugada para que pudéssemos aproveitar o dia. Filmávamos até o fim da tarde, quando a luz do dia começava a diminuir. Ventava muito, o que aliviava o calor.

Conheci um Glauber meigo, de voz mansa e uma enorme simpatia. Era grande experiência prazerosa vê-lo dirigir. Ele era, ao mesmo tempo, os atores, a câmera, a luz. Enfim, transbordava de força, emoção e dinamismo.

Com relação a Rosa, eu sentia o que ele queria transmitir. Era mágico. Quando estávamos gravando na caatinga, certa vez, meu lanche desapareceu - consequência de algum bichinho faminto, habitante da região - e assim mesmo consegui terminar a jornada daquele dia.

Acredito que não tínhamos ideia da importância da obra na qual estávamos participando. Não pude ir a estreia do filme, estava com meu filho que acabara de nascer.

Glauber impressionou diretores e críticos europeus com Deus e o Diabo na Terra do Sol, filme cheio de uma selvagem beleza que excitou a todos com a possibilidade de um grande cinema nacional.

Sono

Yoná Magalhães

Sempre fui uma pessoa cuidadosa. Gosto de me sentir bem. O que me ajuda muito é dormir cedo e bem. Se possível, mais de oito horas por dia.

Início

Yoná Magalhães

Eu tinha que ajudar de alguma maneira, não sabia muito como, queria continuar os meus estudos. Gostava de brincar de teatro, essas coisas que todo mundo faz. Então eu digo: Quem sabe não é por aí, né? Fui fazendo pequenas pontas, pequenos papéis, isso em meados da década de 1950, até que consegui um contrato com a Rádio Tupi.

Convite

Yoná Magalhães, sobre o convite da Playboy

Eu falava: Pô, não podia também cantar um pouco? Eu danço um bocadinho... E aí começou aquela coisa: Ih, a Yoná, olha a Yoná está de malha, olha a perna! Enfim, aconteceu o nunca esperado por ninguém, nem por mim, que foi o convite da Playboy para fotografar. Por causa da Matilde do Roque Santeiro, você vê? Foi uma coisa espantosa para as pessoas, mas eu já sabia que eu tinha perna há muito tempo.

 

Playboy

Yoná Magalhães

Um retoquezinho nas fotos sempre teve. Mas não tinha essa facilidade de hoje. Não estou falando de ninguém, hein? Mas, hoje, com o computador, você faz qualquer corpo. Mas na minha época, não era assim.

Idade

Yoná Magalhães

É engraçado esse negócio de idade. Só agora estou me tocando um pouco disso. Nunca liguei nome à pessoa. Faço alongamento, musculação, corro, estou sempre muito resolvida das coisas. Agora eu comecei a ligar porque a fila está andando. Yoná, olha a fila!

Plástica

Yoná Magalhães

Fiz plástica porque determinadas ações do tempo na minha pele me incomodavam. Fiz duas cirurgias no rosto. Adorei o resultado. Às vezes, determinados aspectos físicos causam inibição e constrangimento nas pessoas. Penso que, quem tem condições e vontade, deve procurar este caminho para se sentir melhor.

Sexo e maturidade

Yoná Magalhães

Sexo é algo importante e normal. Ele teve uma importância na minha infância de um jeito, aquela coisa de bilhetinho para namorados. Já na adolescência, ainda tinha o tabu da virgindade, ou seja, era um sexo de outra forma, mais aflito, ansioso. Depois, você se torna mulher, aí encontra um sexo mais pleno e isso só vai mudando. Em cada fase há uma coisa. Ele hoje é normal, gostoso, pleno, consciente. Um retrato da maturidade. A menopausa, por exemplo, encarei com naturalidade. Fiz reposição hormonal.