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O Inferno Somos Nós

Você sabe qual a importância da cultura de paz para nossa sociedade? O historiador Leandro Karnal e a Monja Coen explicam como a prática desse termo pode mudar nossas vidas por meio de profundas reflexões no livro "O inferno somos nós: Do ódio à cultura de paz". Venha saber mais sobre a obra!

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O livro

Num domingo de manhã, em meados de setembro de 2017, o historiador Leandro Karnal e a monja Coen, fundadora da Comunidade Zen-Budista do Brasil, tiveram um encontro para uma conversa para questionarem a cultura da paz e como ela poderia influenciar na construção de uma sociedade mais pacífica e menos violenta. Nesta época, muito ódio havia sido espalhado nas redes sociais e praticamente nada mudou desde então, e assim nasceu “O Inferno Somos Nós”, lançado em abril deste ano, que busca nos fazer refletir sobre muitos dos nossos pontos de vista.

Conhecimento de si

“Uma cultura de paz é uma cultura de tolerância ativa, mas também é, acima de tudo, uma cultura de conhecimento de si.” É extremamente importante nós nos conhecermos e sabermos quem somos, quais são nossas limitações e anseios, por exemplo, e aproveitarmos para aplicar isso em nós mesmos.

Cultura de paz

“Para mim, só existe um caminho para uma cultura de paz: o autoconhecimento.” Quando você se conhece, você está em paz consigo e com as pessoas a seu redor, você sabe viver bem consigo mesmo e passa a deixar transparecer isso a pessoas a seu redor... Tente esse exercício em você.

Fala de Karnal

Sabemos sobre o caos em que nos encontramos e precisamos sempre avaliar o que há, o que houve e o que devemos buscar para fazermos diferente. “O Brasil é um palco de ódio e de polarização, como acontece em muitas partes do mundo. A diferença é que nosso imaginário era de paz e harmonia, concórdia e cordialidade. Removida a fina pátina social, encontramos dores agudas e muita raiva.”

O sentimento de vingança

A vingança jamais nos levará a lugar nenhum, pelo contrário ela pode nos destruir, pois o sentimento que gera não é bom. “O indivíduo sem muito aprofundamento reflexivo dirá: ‘Queria ver se fosse com sua filha’. Se a violência fosse com alguém que eu amo, provavelmente eu teria impulsos assassinos de vingança. Exatamente contra a vingança pessoal surge a lei acima das passionalidades individuais ou grupais. A lei existe para ponderar mais do que a ‘vendeta familiar’. O sentimento de vingança é compreensível em cada indivíduo, a sociedade organizada em torno da lei surge para que eu ou qualquer um não tome o poder de polícia nas mãos. Sem isso, teremos a barbárie absoluta.”

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Pensar

“Uma pessoa pensar diferente de mim é muito bom, caracteriza democracia, capacidade de debate e até aprofundamento dos meus argumentos. E é tendo essa visão que devemos aprender a debater e ver a visão dos outros mais a fundo.”

 

Monja Coen, no livro

“Acredito que conhecer a si mesmo é ir além da própria história pessoal. É conhecer o que é o ser humano, a mente humana, como ela é formada, do que foi alimentada para que se manifeste de determinada maneira e como esse sistema pode ser modificado. Pois ele pode ser modificado, como um computador. Vale a pena se estudar, saber quem você é, como se sente e aprender a se respeitar acima de tudo, todos nós deveríamos tentar aplicar o autoconhecimento em nossa vida.”

Racismo, de acordo com Karnal

“Racismo não é divergência, racismo é crime, como pedofilia ou violência contra as mulheres. A divergência é saudável no limite da lei e da ética. Racismo é violação constitucional e não pode ser tolerado. Não existe debate com racista, não existe um ‘outro lado’. O bárbaro atual é o que não admite a existência biográfica do outro. Racistas são bárbaros.” O racismo só gera conflitos na sociedade e não é correto, por isso é necessário sempre termos noção do crime que ele é e o mal que faz.

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Contou ao jornal que o ódio destrói

Ao jornal “Folha de S.Paulo”, Karnal falou sobre o ódio, nos fazendo refletir: “Dois judeus famosos advertiram sobre a ambiguidade das pessoas que se acham virtuosas, Jesus e Freud. O ódio em nome do bem é o pior de todos: ele destrói com mais ênfase, porque se acredita protetor dos valores éticos mais elevados. O lema da Inquisição era ‘Misericórdia e Justiça’. Os campos de concentração nazistas exaltavam em seu portão o trabalho. O ódio virtuoso é muito perigoso, porque cega com mais facilidade. O mal maior é sempre tentar destruir a existência do outro, porque a vida é o valor supremo”.

A experiência

O historiador disse ao meio de comunicação “Isto É”, sobre a experiência de um diálogo virar livro e poder nos fazer refletir sobre tantos problemas internos e externos que temos em nossa sociedade: “Duas pessoas muito diferentes em dois mundos quase opostos e, no fundo, descobrindo dois seres humanos muito parecidos. Talvez esse seja o caminho correto: ao aprofundar o conhecimento de alguém, eu percebo que alguma desconfiança ou ressentimento que poderia existir se dissipa. Conhecimento diminui o medo”.

Acredita o historiador

É importante entendermos que o que condenamos muitas vezes é apenas algo refletido de uma frustração nossa e por isso não devemos julgar. “Quando condenamos o hábito alimentar de alguém, o tipo de roupa que ele veste ou a ausência de trajes, estamos falando de algo que incomoda mais a nós mesmos do que qualquer outra coisa, e muito menos sobre o outro, sobre o bem ou sobre a caridade, e assim por diante.”

A mídia precisa...

Você sabe qual é o verdadeiro papel da mídia e se ela age sempre de “boa fé”? “... Alertar contra os malfeitos e os erros de compreensão humana, alertar contra os preconceitos e as discriminações, alertar contra as várias formas de violência. Mas é preciso também dar visibilidade ao que é benéfico, aos bons exemplos a serem seguidos.”

Informações

“O Inferno Somos Nós” é um lançamento da editora Papirus, com 112 páginas, e pode ser encontrado pelo valor aproximado de R$ 29,90, e vale muito a pena ser lido por nos trazer tantas reflexões boas e necessárias para a sociedade.

O mal

É sempre mais fácil ver o mal no outro do que em si mesmo, é mais fácil julgar do que olhar para si, não é mesmo? Fica aqui uma grande reflexão para nós… “Localizar o mal no outro é uma panaceia universal.”