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Práticas que constam no "Manual das Boas Esposas" de 1950

Apesar de as mulheres ainda terem muita luta pela frente em termos de igualdade, a sociedade já evoluiu muito nessa questão. Mas não é preciso voltar muito tempo para percebermos toda opressão e machismo que elas sofriam. Essas 10 dicas do Manual das Boas Esposas exemplifica bem tudo isso. Confira!

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A difícil missão de ser mulher

Se ser mulher na atualidade é difícil, imagine 70 anos atrás! Sabia que existiam regras esdrúxulas sobre o “lugar da mulher” na década de 1950? Um Manual das Boas Esposas (isso mesmo!), ditando o comportamento da mulher em relação à casa e principalmente ao marido. São escritos como esse que deixaram uma herança de violência e objetificação da mulher... ainda hoje, infelizmente, muito viva na nossa sociedade. Confira as “dicas” e prepare-se para se indignar.

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Jantar

“Tenha o jantar sempre pronto. Planeje com antecedência. Esta é uma maneira de deixá-lo saber que se importa com ele e com suas necessidades.”

As necessidades masculinas eram sempre sobrepostas às femininas. A vida da mulher era em função do marido, ignorando-se completamente suas necessidades. Na atualidade, temos mulheres chefes de família e maridos que cuidam do lar e das crianças. Mas pode acreditar, em algum recôndito do país, essa ainda é uma realidade.

Sua vida não interessa

“Seja amável e interessante para ele. Seu dia foi chato e pode precisar que o anime e é uma das suas funções fazer isso.”

O papel da mulher era filtrar todas as coisas ruins (inclusive com ela) para não “enchê-lo com preocupações tolas”. Seus sentimentos jamais importavam. Fica a dica: mulheres, jamais suprimam seus sentimentos para fazer alguém feliz. Um casamento não envolve o bem-estar de um em detrimento do da outra parte.

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Só ele merece tranquilidade?

“Minimize os ruídos. Quando ele chegar desligue a máquina de lavar, secadora ou vácuo. Incentive as crianças a ficarem quietas.”

Só ele merece silêncio, paz. Mas e a mulher? Ser dona de casa é um acúmulo infindo de tarefas. Ambos trabalharam – cada um em uma atividade –, portanto AMBOS estão cansados. Além disso, crianças não são máquinas para serem programadas para o silêncio ao nosso bel-prazer.

Ele pode tudo

“Não reclame se ele se atrasar para o jantar ou passar a noite fora. Veja isso como pequeno em comparação ao que ele pode ter passado durante o dia.”

Mais uma vez, a importância da mulher é relegada. E quais direitos têm os maridos de passar a noite fora? Então um dia difícil no trabalho é justificativa para uma escapadinha? Um relacionamento, em qualquer época, é baseado no respeito mútuo.

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Subserviência

“Arrume o travesseiro e se ofereça para tirar os sapatos dele. Fale em voz baixa, suave e agradável.”

Mulheres não têm que se “adestrar”, muito menos, devem ser submissas a seus companheiros. Não temos que mudar nosso modo de falar, agir, nem a nossa aparência. Não existe essa ideia absurda de que “mulher tem que ser bela, recatada e do lar”.

 

Não se violente

“Seja feliz em vê-lo. O receba com um sorriso caloroso, mostre sinceridade e desejo em agradá-lo. Ouça-o.”

A mulher não tem que violar seus sentimentos para agradar ninguém, muito menos o marido. Se você não está num bom dia e não puder ser uma boa ouvinte, ou não está a fim… simplesmente não faça. A única sinceridade que você deve mostrar é aquela que não coaja seus valores.

Esposa não é empregada

“Durante os meses mais frios, você deve preparar e acender uma fogueira para ele relaxar. Seu marido vai sentir que chegou a um lugar de descanso e refúgio. Afinal, providenciando seu conforto, você terá satisfação pessoal.”

Companheiros não são nossos filhos. E nossos filhos também não serão bebezinhos para sempre. Eles precisam saber que não somos as responsáveis por seu conforto e, que, se eles querem alguma coisa, que arregacem as mangas e façam eles mesmos.

A pesada carga da maternidade

“Dedique alguns minutos para lavar as mãos e os rostos das crianças (se eles forem pequenos), pentear os cabelos e, se necessário, trocar de roupa. As crianças são pequenos tesouros e ele gostaria de vê-los assim.”

Os cuidados com as crianças quase sempre são impostos à mãe. Atualmente conseguimos ver uma luz nesse fim de túnel: homens participativos, que cuidam dos filhos – dividindo as tarefas, ou assumindo os cuidados integrais. Mas ainda são casos tímidos, e o machismo é predominantemente decisivo nessa tarefa. Mas o cenário, um dia, será muito mais favorável!

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