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Saudade de Nós Dois

A saudade só existe quando o passado foi bonito, intenso e verdadeiro. Não deixe o seu coração triste e solitário, compartilhe todo o sentimento que há em você. Permita-se viver o agora e esqueça aquilo que já passou.

Saudade é...

Priscila Nicolielo

Saudade que deixa o coração inchado e meio dolorido até... Saudade é cólica cardíaca. Você acha que expirar o que é tóxico dela, depois de consentir sua entrada, vai resolver tudo e você pode dormir normalmente à uma da manhã. Não. Você enruga a cama, suando saudade. Tá tudo confessado no lençol. Saudadumidade. Entregue explicitamente para só eu mesma saber. E guardar. A saudade é minha. Não preciso dividir com ninguém. Preciso lavar esse lençol e voltar pros grilos e as sirenes. Agora algum carro arrombado pede ajuda. E vai partir sem um bilhete, uma mensagem no celular. Mas pode ser só um dono desligado, que não se atenta que portas abertas convidam sempre alguém para entrar.

Somando saudades

Bianca Trindade

Ele se foi. Vocês se encontraram no outro dia e o que se sucedeu depois disso você já pode imaginar e experienciar à luz de sua própria história…

No dia da despedida “Os olhos continuaram a dizer cousas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham”.

“As andorinhas vinham em sentido contrário, ou não seriam as mesmas. Nós é que éramos os mesmos, ali ficamos somando as nossas ilusões, os nossos temores, começando já a somar as nossas saudades”.

Lembrar da saudade

Daniel Bovolento

Deixei a tua mesa do jeito que você deixou. Partidas só não me incomodam mais que caixas. acho que não suportaria tantas caixas na sala de uma vez. Vai uma e eu fico, vão duas e eu vou junto. Eu sou meio que a medida do que dói e do que fica. essa semi-dor é aquela coisa pequena que ninguém vê, mas que palpita primeiro e depois explode. Explode quando toca o rádio e quando cai o sol. Explode quando o filme é sutil demais e me deixa pensar por onde você anda e por que eu decidi trocar você de lugar. O nosso amor desandou na viagem da casa... E a gente se esquece disso quando bate a saudade.

Importância

Daniel Bovolento

Você tá sendo uma lembrança boa de alguém que foi muito importante pra mim. De um amor que foi amor, sim, mas acabou. Acabou e eu te guardo com carinho nos traços, nos quartos, no jeito de rir que eu peguei de você. Te guardo nas formas de redecorar as folhas de caderno, de olhar as vitrines da loja e de sair das mesmices. Cê me tirava da monotonia de um jeito fácil demais, e eu nem desconfiava que era planejado. Também não dava pra suspeitar porque olha, se tem um coisa que me faz falta, é aquele sorriso espaçado com uma brecha entre os dentes do qual eu tanto debochava. Debochava de você sem confessar que eu bancava o bobo pra te ver feliz.

Lembranças

Daniel Bovolento

Eu me lembro do bom e do resto. Mas a saudade só se lembra do bom. Saudade é fotografia viva na minha parede. Não mancha nem com o vinho que eu atiro nas noites de loucura. Não desbota nem com a fogueira que eu faço quando a loucura me domina. Não se esquece nem quando a nota musical grita um lá… quando eu me lembro de você é sempre dó e o violão parece chorar comigo. Mas eu entendo. no fundo todo mundo entende e não quer aceitar o clichê. é que não tinha mais como ficar aqui. Melhor guardar essa saudade do que viver a falta todo dia. a nossa falta era diária e o diário foi ficando pesado... E quando eu decidi rasgar as folhas dele, decidi mudar o meu modo de escrever sobre a gente. Mudei a minha gramática e as minhas regras de escrita. Abandonei as maiúsculas e as nossas reticências vazias de significado. mudei de lápis, te tirei da estante e fechei a porta. mas a tua mesa continua ali, do mesmo jeito. só que com saudade.

Alguém chamado saudade

Daniel Bovolento

E você sente saudade? Saudade de quê? Ela tem um quê de mim ou esse meu sorriso meio esperançoso é coisa só minha ainda? Ah…deixa pra lá. A gente sempre deixa. eu deixo o vinho na sua mesa quase toda noite. Mas não quero que você volte. Não…a gente tá melhor assim e você pode não saber. Mas eu sei e gosto disso. Gosto dessa saudade que virou meu norte. Essa minha saudade que é diferente das outras e não se esconde. É saudade que sorri pros outros e sorri pra vida. É saudade boa que fere um pouco e retoma a noite. Saudade de apego com um sentimento de nunca vou te abandonar. Me conforta. Me faz sentir como se eu tivesse escolhido o melhor de você e vivesse cada dia lembrando um pouquinho de como foi me apaixonar por esse seu lado B. É, moço… você foi e foi bom... foi bem. A nossa viagem de casa anda melhor assim porque antes nem andava. E eu aproveito pra brindar com quem me entende e não faz falta. Com quem me leva, me dá alento, me devolve o sono e me faz abraçar o travesseiro mais ternamente. E enquanto eu te falo sobre essas coisas, o vinil dança e dita o ritmo da minha companhia. Veja bem, meu bem… arrumei alguém chamado saudade.

Dizer adeus ao passado

Karine Rosa

Pode ser que a gente se esbarre no aeroporto de Guarulhos. Eu indo pro Rio e você voltando de lá. E aí talvez a gente perceba que nosso problema não foi sermos “as pessoas erradas”, foi só falta de timing. Eu tava sempre indo e você já tinha voltado. Eu ainda tava te amando e pra você já tinha acabado.

Talvez bata uma saudade louca no final do seu próximo relacionamento. E talvez eu tenha vontade de te ligar no dia do seu aniversário. Quem sabe até eu não ligo. Não é pra pedir pra voltar, eu juro. Talvez eu apenas te deseje um futuro feliz.

Pode ser que, entre meia-noite e uma da manhã, você feche os olhos e se lembre de mim. E talvez doa (também dói por aqui) ou talvez você só sorria (é bom saber que a gente viveu tudo aquilo, não é?). Porque, talvez, lembrando de mim como eu me lembrei de você pra escrever isto aqui, a gente descubra que alguns amores marcam e ficam. Ainda que acabem. Como o nosso ficou.

Romance em desconstrução

Danielle Daian

Setenta e cinco dias se passaram desde que você saiu da nossa casa tão metodicamente perfumada com o aroma doce dos nossos sorrisos. Os lençóis continuam revirados e a mesa ainda está posta esperando pelo jantar que nunca aconteceria, servindo de abrigo para uma saudade que esquentava a cadeira da sala e o vazio árido do meu coração. Ás vezes me pego sorrindo sozinha lembrando aquele seu ar cansado ao chegar do trabalho que logo se esvaia em um beijo quando se deparava com sua receita preferida sob o fogão. Você adorava minha malícia em resgatar suas vontades preferidas de um livro de receitas, da vida, do amor.

Confesso que estou um pouco viciada nas nossas conversas de fim de noite, ali na portinha do sono, quando eu justificava todo meu dia naquela troca de cumplicidade. Você sempre dormia antes de eu conseguir terminar o caso, eu sei, mas o seu suspiro perto do meu já consolidava o desfecho perfeito para um dia às vezes não tão agradável. Descobri várias coisas sobre o amor sabe. Hoje, entendo a importância que eu deveria ter dado para o seu descontentamento naquele domingo a tarde com minha falta de sensibilidade com suas urgências. Quando a gente se afasta de tudo aquilo que acredita acaba afastando também as pessoas que se importam. Você se importava. Eu também.