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Sérgio Guizé

Ator, cantor e professor, Sérgio Guizé já fez de tudo nessa vida, mas em matéria de amor a atuação falou mais alto. Estreou no teatro em 1998 e de lá para cá não parou mais. É um papel atrás do outro, seja nos palcos, na TV ou nas telas de cinema. Conheça mais sobre ele por meio de declarações!

14/05/1990

Infância e influências

Sérgio Guizé

Minha infância era muito bacana, vivia na rua fazendo coisa de moleque, de criança: jogava bola, soltava pipa. Eu era muito de rua, tinha muitos amigos, tinha meu cachorro, ia ver os shows do meu pai. Eu lembro que era muito feliz. Nesse sentido, era tudo muito simples. Fui criado na periferia de Santo André, e lá a gente vivia tudo junto e misturado. Nunca convivemos muito com preconceito, com racismo. Tínhamos todas as gentes, todas as cores, crenças, valores. Mas havia uma coisa muito presente. A forma como você se colocava perante a sociedade era machista, de um jeito ou de outro. De falar "não pode apanhar na escola", "não pode voltar chorando". Muita coisa é de família ou culturalmente arraigada. Você fica meio refém da sua cultura. Eu acredito que com essa mistura toda, desde pequeno a gente foi mudando e a gente vem se mudando. Trabalhar com arte facilita um pouco. A gente se transforma porque se pesquisa e se muda diariamente. Então, eu fui escapando desses modelos com esses amigos e fomos criando nossos próprios conceitos de ver a vida. É um processo natural de limpar o que não serve e só vai atrapalhar a nossa vida e a do outro, e seguir o nosso caminho, buscar a luz.

Vida como professor

Sérgio Guizé

Dei aula no ensino público (fundamental e médio) que a criança não aprende nada. É a mesma educação que eu tive no ensino público, alguns professores da mesma época, mesmos livros. Não mudou nada. Eu dava aula de arte e não existia o respeito à Educação Artística. Mas gostava. Trabalhei muito com crianças, e criança não mente. Era mais aprendizado que qualquer outra coisa. Também dei aula de Artes Plásticas em um centro de formação da mulher, que era da Prefeitura de São Paulo, na Praça Roosevelt, no Centro, e trabalhava com minorias. Foi tudo bem interessante.

Fama

Sérgio Guizé

Mudou muita coisa na minha vida, mas não sei explicar bem. Às vezes, eu confundo porque estou ficando mais velho e algumas coisas de que eu gostava muito eu não consigo fazer mais, como andar à noite. Não sei se é porque não tenho mais vontade, por medo da violência, se é por estar ficando um pouco mais velho e mais cansado, tendo que fazer mais coisas. O que eu senti de verdade é que trabalhei muito mais, que tenho trabalhado muito mais, muitas horas, muitos dias por semana. Entre uma novela e outra, faço uma peça ou filme, que em dois meses acabam. Novela é quase um ano direto trabalhando. Mas tem aquilo que é essencial: continuo tocando, indo nos jogos do Coringão, quando dá, e ao teatro.

Na boca do povo

Na rua mulheres já me falaram do assunto meio por cima, super com vergonha, "olha o meu ex era bem Gael, muito possessivo, bem ciumento". Também um homem veio me falar de uma situação de estupro que a namorada viveu com o ex. As pessoas passam por isso por anos. Dói muito ter que mexer com isso e colocar para fora de um jeito transformador em arte. Falar de realidade com um pouquinho de poesia é difícil, mas vale a pena, tem um bem social. E acho que é isso que vem acontecendo, isso é a força do movimento feminista, a legitimidade dos seus direitos. Tudo bem que o mundo está mudando, mas não mudou ainda. E se fosse você?

Teatro e vida profissional

Sérgio Guizé

Fui para São Paulo fazer teatro, também fiquei no ABC atuando com alguns grupos. Pesquisei, fiz coisas interessantes da dramaturgia brasileira e da literatura russa, viajei para festivais, trabalhei com grupos como Os Satyros, Companhia pela Companhia, Vertigem... Acabei cursando Artes Cênicas na Faculdade Paulista de Arte, fizemos várias montagens, mas não consegui me formar. Aliás, minha turma tinha mais de 40 alunos e só três se formaram, um deles era o Anderson Di Rizzi. Foi muito bacana passar por tudo isso, mas diploma mesmo eu não tive.

Menino trabalhador

Sérgio Guizé

Trabalhei no McDonald’s, foi meu primeiro trabalho, foi tudo muito difícil, muito triste. Aprendi bastante, mas foi muito, muito cruel. São tempos que não voltam, mas desejo tudo de bom para as pessoas . Quando adolescente eu tentava trabalhar nas coisas e não dava certo. Eu não me encaixava mesmo. Tentei em restaurante, em loja de roupa, tudo durava duas, três semanas. Achava que eu era azarado, meus amigos todos saindo, tendo seu próprio dinheiro, e esse maluco aqui fazendo teatro em um lugar como esse que era super difícil (Santo André).

Assédio dos fãs

Sérgio Guizé

Quem vem falar comigo são pessoas muito educadas, que vêm com uma luz, com uma palavra boa de apoio. Tem quem nem pede para tirar foto. Desde a época de Sessão de Terapia (2012), sempre é algo educado, me procuram com propriedade no falar. Mas, às vezes, rola uma falta de respeito, e isso é estranho. Sei o que tenho que fazer, sei que meu espaço termina quando começa o do outro, sei que tenho respeitar o outro. Desde sempre meus pais me ensinaram isso. Tem quem não entenda isso. Faz parte, mas não é por aí. Vai pela luz.

Religião e crença

Sérgio Guizé

Acredito em tudo. A minha família é supercatólica, eu tive uma criação católica e depois eu fui procurar outras coisas. Frequento de vez em quando o budismo, vou muito em um centro de umbanda, vou na Igreja Católica... Enfim, onde tem muita gente pensando no bem, eu estou ali. Qualquer lugar desses que esteja mandando luz, eu estou ali. Não tenho preconceito nenhum. Eu só tenho preconceito contra aquelas que têm preconceito, essas eu não gosto, não. Aquelas que discriminam, que são super reacionárias, racistas, essas não gosto mesmo.

Disposição

Sérgio Guizé

Para aguentar o tranco faço uma mistura de luta com aeróbica, pilates e musculação com uma assessoria aqui no Rio. Tenho outro personal em São Paulo, são caras que estão comigo há um bom tempo. Estou meditando, e a meditação veio na melhor hora possível porque eu sempre tentei e não conseguia. Ela tem me auxiliado em tudo, é o que tem dado uma limpada, uma zerada para poder começar algo novo, uma cena nova. É o que está salvando. E o futebol, que vou de vez em quando com meus amigos.