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Paola Carosella

Chef de cozinha há mais de 20 anos, Paola Carosella é multipremiada e respeitada no meio gastronômico. Nos últimos tempos se tornou ainda mais conhecida do público, por ser jurada do reality show MasterChef. Atualmente ela comanda o restaurante Arturito e o La Guapa, ambos em São Paulo.

30/10/1972
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Como começou a cozinhar

Paola Carosella

Desde muito pequena eu cozinho ao lado das minhas avós. Comecei a cozinhar muito jovem. Quando eu quis ser cozinheira, que foi no quinto ano da escola [considerado o último ano do colegial na Argentina], escolhi que queria ser cozinheira, mas era muito difícil. Isso foi em 1992, não tinha escola de gastronomia e de jeito nenhum uma mulher seria aceita em um restaurante. Muito decepcionada, comecei a trabalhar como secretária de um advogado amigo da minha mãe e um dia ele me pediu para que eu procurasse um chef para cozinhar para os clientes dele no próprio escritório, porque não queriam sair para restaurante. Aí eu me ofereci.

Vida no Brasil

Paola Carosella

Eu nunca tinha vindo para São Paulo, não imaginava como iria ser, não fazia a mínima ideia do que iria encontrar. Essa cidade assusta qualquer um. De todas cidades onde morei, São Paulo é a menos acolhedora, uma cidade de portas para dentro. Não é uma cidade fácil de andar, de se movimentar. Eu amo São Paulo, mas porque eu moro aqui faz 14 anos, tenho uma filha que frequenta uma escola legal, adoro a doçura dos brasileiros, adoro o jeito que se trata as crianças. Gosto da comida, gosto desse país, do jeito do brasileiro. Não vou voltar para a Argentina por enquanto.

Cozinha profissional x MasterChef

Paola Carosella

Em um restaurante é um ritmo tenso. Quando o restaurante está bem assentado, tudo funciona e a turma trabalha bem, não tem estresse. Se eu te convido a subir na minha cozinha em um dia de 150 couverts, não voa uma mosca porque funciona. Agora se você mistura pessoas que não se conhecem, que não sabem fazer o trabalho, aí tem muito estresse e o que acontece com o MasterChef, por isso a fórmula é divertida, além de ser um formato que traz coisas muito interessantes.

Prêmio MasterChef

Paola Carosella

É uma responsabilidade entregar um prêmio desse ('MasterChef'). Você vai dar para qualquer um ou para aquele que além de cozinhar bem, de ser respeitoso com os outros, de segurar a onda, a pressão e ter uma linguagem própria, não apenas copia receita de livros? Levo meu trabalho a sério, não estou nisso porque acho divertido fazer TV. Não daria o prêmio para qualquer um. Tem muito coitadíssimo neste país, isso me preocupa. Os participantes escolheram estar lá e já sabem a fórmula do programa.

Postura como Chef

Paola Carosella

Sou mais uma professora para os meus cozinheiros do que uma chef de cozinha. Faz parte das minhas características pessoais, gosto de formar equipes em que todos saibam o que estão fazendo e escolham fazer aquilo porque sabem que é melhor. É diferente de apenas dar uma ordem. Estar com os meus cozinheiros em um dia tranquilo, em que possa cozinhar, conversar. Estar dentro do restaurante me dá prazer. É emocionante ver alguém fazer uma coisa perfeita.

Como é trabalhar com Fogaça e Jacquin?

Paola Carosella

Óbvio que a gente brigou. O [Erick] Jacquin é superdifícil. Ele é um amor de pessoa, mas é muito intransigente. O [Henrique] Fogaça é mais sussa. Mas o Jacquin é muito intransigente. E eu também sou muito intransigente. E nós temos histórias e formações muito diferentes. No fim, acho que funcionou. Para mim, uma das condições para fazer o programa era saber quem eram os outros jurados. Apesar das diferenças, houve uma química, e existiu um grande respeito entre nós.

Sempre me considerei uma mulher feia...

Paola Carosella

Na cozinha, a gente não anda de cabelo solto, maquiada e ouvindo Beyoncé. Sempre me considerei uma mulher feia, muito alta... Hoje, vejo que tenho uma beleza particular e gosto dela, de mim. Comecei a trabalhar na cozinha aos 18 anos e nessa época não tinha mulheres na cozinha. Precisava demonstrar que era tão macho como os machos. Nunca pus nem tempo, nem energia na minha parte estética. Não podia ser bonita, porque tinha que ser tão cozinheira como os caras.