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Poemas para crianças

Leia para os pequenos estes lindos poemas infantis. Ensine-os que desde pequeno, as poesias nos trazem muita sabedoria e conhecimento!

... continue lendo

Canção do Lobinho

Rosa Clement

"Eu sou o lobo mau, lobo mau
Eu pego criancinha pra fazer mingau..."

Do ponto de vista do lobo:

A mamãe loba canta
com a voz terna de amor:
"Dorme lobinho meu,
que lá vem o caçador.

Dorme meu lindo bebê,
que ele tem arma na mão.
Só quer fazer da mamãe
um tapete para o chão.

Dorme logo meu peludo.
É perigoso lá fora;
tem homens caçando lobos,
não podes brincar agora.

Dorme e sonha com carneiros,
com campos cheios de flores,
um lindo rio e muitas árvores
sem sons ameaçadores.

Assim o bebê dormiu
enchendo a mãe de orgulho
e até floresta inteira
não fez o menor barulho.

Hora de Ler

Rosa Clement

Mãe, cadê a minha bola?
Pulou dentro da sacola.

Cadê o meu papagaio?
Caiu dentro do balaio.

Onde está o meu pião?
Se escondeu lá no porão.

E minhas bolas de gude?
Sob os pés da Gertrude.

Cadê o meu trenzinho?
Pegando um ar no caminho.

Onde está minha bicicleta?
Dando descanso ao atleta.

Onde foi o meu cachorro?
Passear com a Socorro.

E meu primo Joaquim?
Foi comprar amendoim.

O que vou fazer agora?
Aproveitar essa hora.

Vamos brincar de Memória?
Vamos ler uma história?

A Borboleta

Olavo Bilac

Trazendo uma borboleta,
Volta Alfredo para casa.
Como é linda! é toda preta,
Com listas douradas na asa.
Tonta, nas mãos da criança,
Batendo as asas, num susto,
Quer fugir, porfia, cansa,
E treme, e respira a custo.
Contente, o menino grita:
"É a primeira que apanho,
Mamãe! vê como é bonita!
Que cores e que tamanho!
Como voava no mato!
Vou sem demora pregá-la
Por baixo do meu retrato,
Numa parede da sala".

Mas a mamãe, com carinho,
Lhe diz: "Que mal te fazia,
Meu filho, esse animalzinho,
Que livre e alegre vivia?
Solta essa pobre coitada!
Larga-lhe as asas, Alfredo!
Vê com treme assustada . . .
Vê como treme de medo . . .
Para sem pena espetá-la
Numa parede, menino,
É necessário matá-la:
Queres ser um assassino?"

Pensa Alfredo . . . E, de repente,
Solta a borboleta... E ela
Abre as asas livremente,
E foge pela janela.

"Assim, meu filho! perdeste
A borboleta dourada,
Porém na estima cresceste
De tua mãe adorada . . .

Que cada um cumpra sua sorte
Das mãos de Deus recebida:
Pois só pode dar a Morte
Aquele que dá a Vida!"