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Nelson Motta

Escritor do sucesso "Vale Tudo, Tim Maia", Nelson Motta também está aqui no MCA. Separamos frases e pensamentos que resumem a trajetória e a personalidade desta grande figura para o cenário cultural do Brasil. Confira!

29/10/1944
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Polêmica

Nelson Motta

Eu só disse que o Roberto Carlos levou o Tim para cantar na Jovem Guarda, foi o primeiro a gravar uma música dele, “Não vou ficar”, que fez grande sucesso e deu fama e dinheiro ao Tim, e ainda arranjou um contrato para ele na CBS. O que mais Roberto poderia fazer pelo Tim? Uma massagem? Um quilo du bão?

Especial Tim Maia

Nelson Motta

Acabei ganhando um militante para chamar de meu. O cara diz que eu fui subornado pela Rede Globo para defender o Roberto Carlos no programa do Tim Maia, que sou um capacho do capitalismo, traidor da memória do Tim...

Perspectiva da Velhice

Nelson Motta

A primeira coisa que vem à cabeça é o privilégio de estar vivo aos 70 anos, bem de saúde, de cabeça e produzindo. Já é maravilhoso em si. A coisa biológica, fisiológica, foi guiando meu trabalho. Vivi na noite e da noite durante 20 anos, dos meus 20 aos 40 anos. Fui dono de boate e discotecas, frequentava a noite todos os dias. Mas a minha atividade foi mudando. Virei escritor profissional com 50 anos. E a vida do escritor é o oposto. Passei a ser uma pessoa do dia, mudei meu estilo de vida e escrevi 10 livros. Não tenho saudade de nada. Vivi intensamente esses anos todos, mas não tenho saudade do passado. Tenho horror de nostalgia. A coisa que mais envelhece é nostalgia. Adoro trabalhar e só faço o que quero. Conquistei isso. É um grande prêmio. E faço em ótimas condições, na minha casa confortável, viajando por um lugar bacana. Trabalhei com um monte de gente e gosto agora de trabalhar sozinho. Foi uma trajetória natural.

Trajetória

Nelson Motta

Tive muita sorte, fui muito ajudado, o que não significa que não tenha trabalhado como um mouro, feito um enorme esforço. Até já me falaram que eu renderia um musical, com músicas minhas e de pessoas que passaram pela minha vida. Mas nessa trajetória falta drama, falta polêmica. E, sem isso, a história perde muito. O personagem até pode ser divertido, mas a dramaturgia é fraca. Creio que minha vida daria um show, com alguém dizendo um texto costurado por músicas, tipo um stand-up. Também poderia render um enredo de escola de samba. Adoraria. Ainda em vida, especialmente.

Sofrimento

Nelson Motta

Sofri muito, tive perdas, vivi fracassos profissionais, amorosos, econômicos. Mas não vou expor barracos, por exemplo, porque, apesar de ter uma vida pública, sou uma pessoa discreta.

Impulso

Nelson Motta

Tudo na minha vida foi no impulso. Nada era planejado. Queria ser músico e comecei a tocar violão, mas não tinha o dom como os meus colegas Edu Lobo e Dori Caymmi. Aí, passei a fazer letras e levei a sério.

Música atual

Nelson Motta

Nesses últimos anos, tenho dado cada vez menos atenção à música pop de massa. Porque estou envolvido com outras atividades, com musicais, minisséries de televisão... Quase nada ligado à música. Não tenho opinião. Tenho amigos que acompanho e também recebo muita coisa. Se você visse a pilha de discos que tenho em minha casa, apenas dos últimos três meses, não acreditaria. São centenas. Mas não ouço nada disso.

 

Regras do Pai

Nelson Motta

Ele dizia: quem recebe mais, tem que dar mais. Sempre procurei dividir com as pessoas as minhas descobertas e o meu conhecimento para emocionar, informar, esclarecer, harmonizar e pacificar. Seja no jornalismo ou na música, continuarei seguindo essa regra.

CD Nelson 70

Nelson Motta

Pedi para que cada um me surpreendesse, e uma das maiores surpresas foi a Marisa Monte. Ela apareceu com uma linda melodia, parceria com o César Mendes, e me pediu para fazer a letra. Assim surgiu Nós e o tempo. Passados 25 anos de ter produzido o primeiro disco dela, Marisa me apronta uma dessas. Foi fantástico.

Escrever

Nelson Motta

Escrever é uma sensação maravilhosa de liberdade. A tela em branco aceita tudo o que eu quiser criar, sem a técnica necessária na TV. Mas, vez ou outra, há crises. Alguns escritores dizem que chega uma hora em que os próprios personagens tomam conta da história.

Sobre Elis Regina

Nelson Motta

Ela é a favorita de muita gente e da maioria das cantoras. Mas a Gal Gosta é uma cantora no mínimo no mesmo patamar da Elis. Cada uma no seu estilo. A Elis tem muito do mito de ter morrido jovem. A Gal Gosta vai fazer 70 anos, como a Maria Bethânia.

Adaptação de "O Canto da Sereia" para a TV

Nelson Motta

Não me envolvi em nada na adaptação, dei apenas uma opinião sobre o elenco. Geralmente falam que o livro é melhor do que o filme. Mas não foi o caso. E é o próprio autor do livro que diz que a minissérie ficou muito melhor. Desenvolveram muito bem um personagem fantástico vivido pelo João Miguel, que era menor no livro. O final é diferente, mais emocionante. Foi meu primeiro romance, coisa de principiante. A minissérie foi coisa de profissional, de adulto.

Jornalismo Cultural

Nelson Motta

Meu grande objetivo como jornalista foi sempre jogar luz em coisas bacanas que estavam obscuras, trazê-las ao público, sem gastar tempo e espaço esculhambando pessoas, fazendo exerciciozinhos de poder.

Sobre o ativismo de Lobão

Nelson Motta

O Lobão é um grande compositor, um dos nossos melhores, mas se prejudica quando se torna um freak político. Ele tem razão em muito do que diz, porque é inteligente, mas também diz muita besteira. Uma das maiores é pedir o impeachment de Dilma, é ridículo e constrangedor. Se fosse contra o Aécio, dependendo do seu arsenal de deboches e acusações, se tornaria um ídolo dos petistas.

Voto obrigatório

Nelson Motta

A história confirma: voto obrigatório é coisa de ditaduras, de esquerda ou de direita, como forma de legitimar o ilegítimo e dar uma aparência de democracia ao regime. Em democracias de verdade, os cidadãos interessados em participar do processo eleitoral se inscrevem, fazem campanha, doam dinheiro para seus candidatos e votam. Quem não vota não pode reclamar dos resultados das eleições e de suas consequências.

Carreira

Nelson Motta

As aulas de comunicação eram tão espetaculares que fui fazer estágio no "Jornal do Brasil" e virei jornalista. Meus contatos no meio e a experiência com a música me ajudaram muito no jornalismo. Uma coisa foi puxando a outra, fui convidado a produzir shows e discos. Trabalhar em jornal me ensinou a escrever, passei a fazer biografias e romances. Meu estilo se tornou bem musical, tem um ritmo. Tudo vai se somando: quando faço o roteiro de um musical, entra a minha experiência como repórter e produtor. Isso é muito bacana.

Novidades

Nelson Motta

Espero que me chamem para fazer algo que nunca fiz, pois tenho um prazer enorme em aprender, em mergulhar em uma linguagem que não conheço bem. Fico mais nervoso, mas, ao mesmo tempo, motivado. Quando fazemos coisas que já sabemos fazer, a gente corre um sério perigo de se repetir.

Política

Nelson Motta

Nunca vou fazer isso. Sou amigo do José de Abreu. Para quê vou discutir política com ele? Logo que houve a redemocratização, decidi nunca perder um amigo por causa de discussão política