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O que é Manterrupting?

Manterrupting é um dos termos mais presentes no vocabulário do movimento feminista nos últimos tempos, mas você entende mesmo o que ele representa? Aprenda mais sobre a origem e história deste conceito e descubra como evitá-lo!

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O caso Hillary Clinton

Nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2016, a empresa “Quartz” contabilizou 51 interrupções feitas pelo então candidato Donald Trump à candidata Hillary Clinton. Antes que digam que esta é uma prática normal em debates, a mesma empresa constatou apenas 17 interrupções vindo da parte da democrata.

De onde vem o termo

O termo apareceu pela primeira vez no artigo “Speaking While Female” (“Conversando enquanto mulher”, em tradução livre) publicado em 2015 pelo famoso jornal New York Times, escrito pela chefe de operações do Facebook, Sherly Sandberg, e pelo professor da Universidade de Pensilvânia, Adam Grant.

A técnica da equipe de Barack Obama

As mulheres integrantes da equipe de Barack Obama (cuja gestão foi considerada bastante progressista) criaram uma técnica chamada “amplificação” para contornar o problema: sempre repetiam o que suas colegas mulheres diziam, dando os respectivos créditos, forçando, dessa forma, que os homens as ouvissem.

O caso Manuela D’Ávila

As eleições brasileiras de 2018 também foram marcadas pela prática. Um caso bastante conhecido foi o das entrevistas dos possíveis presidenciáveis concedidas ao programa Roda Viva. A pré-candidata do PCdoB, Manuela D’Ávila, fora interrompida 62 vezes, enquanto, por exemplo, o candidato do PDT, Ciro Gomes, fora interrompido apenas 8 vezes.

O que é o Manterrupting

Manterrupting é o neologismo americano que junta as palavras “man” (homem) e “interrupting” (interrupção), e dá nome a uma prática machista do homem se achar no direito de interromper ou calar uma mulher, simplesmente por conta do gênero. A prática é inconsciente, portanto, muitas pessoas afirmam não existir, mas não é o que dizem as pesquisas.

 

Estudo em Yale

O artigo “Speaking While Female”, para embasar seus argumentos, cita um estudo, feito por psicólogos da renomada Universidade de Yale, que mostra como senadoras americanas conseguem se pronunciar muito menos do que seus colegas homens, mesmo que eles sejam de cargos inferiores.

O aplicativo

A agência BECT São Paulo lançou um aplicativo chamado Woman Interrupted, que contabiliza a quantidade de vezes em que uma mulher foi interrompida em uma conversa. A plataforma é simples: a mulher cadastra a voz no aplicativo e o aciona quando for fazer uma fala: o aplicativo detectará as vozes masculinas que a interromperem. O dispositivo, sem fins lucrativos, não grava a conversa, apenas computa o número de vezes e o tempo de duração de cada interrupção.

O caso Taylor Swift

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu no mundo da música. Em 2009, no VMA (MTV Video Music Awards), durante a premiação de Melhor Videoclipe Feminino a Taylor Swift, o rapper Kanye West invade o palco e rouba o microfone, para dizer que Beyoncé deveria ter ganho o prêmio. Muitos ficaram do lado de Kanye West, pois consideraram que Beyoncé não havia recebido o prêmio por ser negra, ao contrário de Taylor. Porém, ainda assim, muitos argumentam que Beyoncé poderia ter se defendido sozinha, e a própria ficara ao lado da vencedora.

Saiba identificar um esquerdomacho

Por que isso acontece

Segundo Jessica Bennet, jornalista da revista Time, a prática ocorre como reflexo de uma cultura em que os homens lideravam e as mulheres apenas ouviam seus comandos, enquanto suas tarefas eram cuidar da casa e dos filhos. Ainda não é considerado normal para nós ver uma mulher liderando, tendo boas ideias e sendo respeitada.